sábado, 10 de janeiro de 2009

1ª saída de campo-Troço Rio Mau









No dia 8 de Dezembro de 2008, após alguns adiamentos devido a más condições meteorológicas, realizou-se a saída ao troço do Rio Mau.

Partimos pelas 15h da sede da Liga dos Amigos do Folharido e Braçal, tendo começado a monitorização na Ponte da Vessada, onde existe um moinho, que observámos ter a mó soldada.

Aqui, constatámos a boa qualidade da água após realizar as análises físico-químicas e identificar macroinvertebrados aquáticos bioindicadores da qualidade ambiental existentes nas margens e folhas. Encontrámos também pequenos peixes Bordalos. Era visível algum entulho da construção civil numa das margens junto à ponte e a presença de Acácias, Feto-real, Violetas-de-água, Morangueiros-silvestres e Feto-pente na vegetação da galeria ripícola.

Realizámos outra monitorização a jusante na Vessada do Moinho, onde encontrámos uma Salamandra-Lusitânica e Escorpiões-de-água.

Ficou definido que o ponto de amostragem deste troço será na Ponte da Vessada.

A saída terminou pelas 17h30 com um lanche-convívio na sede da Liga dos Amigos do Folharido e Braçal, onde nos recompusemos do frio que já se fazia sentir.

1ª saída de campo-Troço Rio Bom









No dia 22 de Novembro de 2008 realizou-se a 1ª saída de campo.
Reunimo-nos todos na Liga dos Amigos de Romezal pelas 14h, onde organizámos os 4 grupos de trabalho e seguimos para o início do troço na cascata.

Éramos 26 participantes e alguns curiosos e a saída decorreu com animação.
Observámos o estado dos moinhos a necessitar de recuperação, tendo encontrado 2 partes de mó no leito do rio.
Contaram-se estórias sobre rios e moinhos, que antes eram usados por várias famílias simultaneamente, mas que hoje, despojados das suas funções, aguardam alguma atenção.

As margens da galeria ripícola* estavam povoadas por espécies autóctones* típicas da zona como o Feto-real (Osmunda regalis), mas também por plantações de Eucaliptos e Cerejeira para produção de madeira, Acácias e Maria-mole ou Erva-da-Fortuna (Tradescantia fluminensis) que cobria vastas áreas nas margens, necessitando de uma intervenção de modo a erradicar as espécies vegetais exóticas invasoras*, que não deixam crescer livremente as nossas espécies típicas das margens.

Pela observação dos resultados das análises físico-químicas da água e dos macroinvertebrados bioindicadores da qualidade ambiental encontrados, apurámos que a água tinha boa qualidade.
Em Abregô encontrámos uma Rã-ibérica (Rana iberica) e ovos presumivelmente de anfíbio.

Fizemos 2 pontos de amostragem, na cascata e na ponte em Abregô e escolhemos como ponto de amostragem deste troço o ponto da cascata, por ter bom acesso, os moinhos, espaço e enorme beleza natural.

Terminámos pelas 17H com um lanche-convívio na Liga dos Amigos de Romezal, para retemperar as forças.
*galeria ou floresta ripícola - corredor verde formado pela vegetação ribeirinha herbácea, arbustiva e arbórea que se desenvolve nas margens das linhas de água doce.
*espécie autóctone ou nativa ou indígena - animal ou planta que ocorre naturalmente num local; o contrário de espécie alóctone ou exótica. Exemplos de plantas: Salgueiro-branco e negro, Amieiro, Carvalho-roble ou alvarinho, Feto-real, Pica-burros, ...
*espécie vegetal exótica invasora - planta que não ocorre naturalmente num local, tendo sido trazida a partir de outro local onde é natural, intencionalmente ou não, apresentando no local onde é exótica um comportamento invasor do território impedindo as espécies nativas de coexistirem com ela, seja por lhes retirar terreno ou por ter uma estratégia de reprodução e disseminação muito eficaz e não ter predadores naturais que se alimentem dela. Exemplos de plantas e peixes: Eucaliptos, Acácias, Chorão-das-areias, Jacinto-de-água, Maria-mole, Achigã, Perca-sol, Lúcio, ...

2ª saída prévia para selecção dos troços a adoptar e reunião de parcerias





A 26 de Outubro de 2008, um grupo de representantes das organizações locais e Monitores visitou a parte superior do Rio Bom em Romezal, onde tem 5 moinhos a necessitar de recuperação. Durante a visita, definimos que adoptaríamos estre troço, desde a Cascata até à ponte de Abregô, totalizando cerca de 500m, por ter bom acesso e beleza paisagística, e albergar moinhos e margens a necessitar de intervenção.
A montante deste local, encontrámos uma Truta-de-rio (Salmo trutta), Rã-ibérica também chamada de Rã-castanha (Rana iberica) e pegadas de Javali.
A 1 de Novembro de 2008 reunimos na sala da Junta de Freguesia de Silva Escura para fazer a apresentação do Projecto Rios aos eventuais parceiros, tendo-se no final da reunião firmado uma parceria entre o Grupo R.C.S.Silvaescurense, Liga dos Amigos do Folharido e Braçal, Liga dos Amigos de Romezal, Junta de Freguesia de Silva Escura, empresa Desafios e Câmara Municipal de Sever do Vouga.
Marcou-se a data da 1ª saída de campo ao troço do Rio Bom para 22 de Novembro de 2008 e a 1ª saída de campo ao troço do Rio Mau para 29 de Novembro.

1ª saída prévia para selecção dos troços a adoptar



A 18 de Outubro de 2008 foi realizada a saída prévia para seleccionar os troços de rio a adoptar.
Participaram representantes das organizações intervenientes e Monitores e visitámos o Rio Bom começando de montante para jusante, pela cascata da Fílveda, nas Bouças, seguindo até à Praia Fluvial em Dornelas.
A Cascata da Fílveda, não obstante a sua grande beleza natural, não oferecia boas condições de acesso para executar os trabalhos em causa para este Projecto, dado o grande declive.
Na Praia Fluvial encontrámos bastantes Salamandra-Lusitânica (Chioglossa lusitanica), uma espécie abundante apenas localmente e protegida por Lei.


Início do Projecto Rios em Silva Escura-Sever do Vouga

O Projecto Rios teve o seu ponto de partida a 21 de Setembro de 2008, durante a realização da Caminhada pedestre da Cabreia ao Braçal, organizada pelo G.R.C.S.Silvaescurense e Junta de Freguesia de Silva Escura.
Foi aí que se começou a delinear uma parceria entre organizações locais e os Monitores do Projecto Rios.
Os objectivos seriam associar a monitorização dos cursos de água com a recuperação dos moinhos, uma aspiração antiga da população local.
Posteriormente, a 15 de Outubro de 2008, foi realizada uma reunião informativa com o Coordenador Técnico do Projecto Rios Eng. Pedro Teiga, donde saiu a vontade de implementar o Projecto Rios.